Sismos. Uma abordagem prática.

 

Os sismos são um fenómeno natural, o qual, quando acontece em locais urbanizados, pouco ou densamente povoados,  podem produzir muitos milhares de mortos e feridos, assim como desaparecidos, entre os escombros. Foi isso a que assistimos recentemente, no Japão, com o sismo que se registou em 11 de Março de 2011, logo seguido de um ”tsunami ”, tal como havia acontecido, aliás, em Portugal, durante o terremoto de 1755.

Não interessa grandemente para a abordagem do problema que pretendemos fazer, ter umas grandes noções acerca da forma como se originam os sismos. No entanto, sempre vamos adiantando que a crusta terrestre é estruturalmente constituida por uma série de placas, como se fosse um puzzle, que se encontram num equilibrio instável. Uma vez que esse equilibrio se rompa devido a fenómenos internos, pode desenvolver-se uma grande libertação de energia, provocando aquilo que nós conhecemos então por sismo. Se os aglomerados populacionais se encontram localizados perto de duas e, por vezes mais placas, maior será aí, então, a intensidade do sismo.

Mas mais importante é o conhecimento dos reflexos, resultantes para a natureza, deste desprendimento de energia. Em traços largos podemos adiantar que os imóveis são sujeitos a fenómenos de vibração, horizontal e vertical, os quais, se os edifícios não forem preparados para o efeito acabam, muito provávelmente, por ser objecto de um colapso, com todas as consequências inerentes, dezenas ou centenas de vitimas debaixo dos escombros de alguns edificios, desorganização geral da sociedade, grandes prejuizos materiais e, em ultimo caso, um verdadeiro caos sanitário e económico. Basta olhar para o que aconteceu há já algum tempo, mas mesmo assim ainda recentemente, no Haiti.

É preciso notar que a segurança de um imóvel em relação a um sismo nunca é total, pois a acção sismica preconizada nos regulamentos técnicos corresponde sempre a uma dada probabilidade de ocorrência. Consequentemente pode acontecer que, ao longo do período de vida de uma construção, ocorra um sismo que exceda o valor considerado regulamentarmente. Ora só começou a haver legislação dedicada à protecção das construções contra os sismos a partir de 1958 com o “Regulamento de Segurança das Consruções Contra os Sismos”. De acordo com o censo de 2001, existiam, em Portugal, nessa altura, cerca de 3.200.000 edifícios, dos quais aproximadamente 30 % teriam sido construidos antes de 1960, portanto não sujeitos ainda às Normas de Protecção atrás referidas, respeitantes á legislação anti-sismica.

A situação respeitante à recuperação destes edifícios contra os sismos tem, de facto, vindo a ser protelada ano após ano, apesar dos esforços feitos por algumas organizações que se dedicam à matéria como por exemplo a Sociedade Portuguesa de Engenharia Sismica. Convenhamos que, infelizmente, com a actual crise não parece ser a melhor altura para retomar de uma forma enérgica a solução destas matérias, devido ao seu custo. Que fazer então?

Parece ser dificil encontrar um caminho em tempo útil. Mas numa primeira fase haverá, no minimo, que introduzir esta problemática junto das entidades que ocupam os edifícios que provávelmente serão objecto de intervenção.

As medidas que que podemos considerar, numa primeira fase, são as seguintes:

» Sensibilização dos agentes envolvidos.

» Caracterização das situaçoes encontradas.

» Estabelecimento de algumas soluções tipo.

» Preparação das intervenções.

Os Consultores Seniores, e também a APCS, encontram-se entre aqueles que nesta Fase Preliminar maior apetência podem ter, e têm com toda a certeza, na concretização de um Programa com estas caracteristicas, e a libertação de muitos outros meios e recursos, talvez até mais sofisticados e com outra preparação, em fases posteriores do processo.

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