Educação e treino

É claro que a WaterAid, assim como muitas das ONG’s deste tipo tem grandes  apoios e tem uma coisa formidável: tem centenas de voluntários jovens que colaboram e são interessados na vida da organização, frequentando muitos dos eventos realizados, que servem, aliás, para recolher uma pequena parte dos fundos  que constam do seu orçamento. Por outro lado estes voluntários constituem simultâneamente a base de recrutamento para muitas das missões realizadas, se bem que a maior parte das vezes enquadrados por técnicos seniores.

Sendo, portanto, associações com um cariz muito diferente da APCS,  já que recorrem a um voluntariado de massas, não podemos, na minha opinião, deixar que o exemplo desta e outras organizações possa ser completamente ignorado, devendo os responsáveis pela APCS ter em mente outras formas de angariação de fundos, que não só as quotas.

Não quer dizer com isto que outras formas não tenham sido já tentadas, uma das razões, aliás, para a alteração dos Estatutos,  mas parece-me que deveremos estar atentos e abertos a outro tipo de realizações,

Apesar do recrutamento dos mais jovens relativamente a missões de voluntariado ser mais fácil em quase todo o mundo desenvolvido, em Portugal continua a haver um défice muito grande de voluntários, e aqui queremos referir-nos a todas as idades.

Podemos afirmar que os jovens talvez sejam mais altruístas ou, dito de outra maneira, mais fácilmente captada a sua atenção por causas maiores como sejam as alterações climáticas, problemas ambientais, catástrofes naturais e coisas do gênero.

Mas não tenhamos ilusões. Em Portugal o voluntariado, mesmo o jovem, é deficitário porque assuntos deste tipo não são devidamente tratados na Escola, ao contrário do que se passa noutros países mais desenvolvidos. Nem na Escola nem pela vida fora.

Na Escola ensina-se o básico. Chamar a atenção dos jovens para o voluntariado é indispensável. A  disponibilidade para participar em missões de auxílio ao nosso semelhante deve fazer parte da cultura de qualquer povo.

É claro que este assunto ultrapassa em muito a APCS. No entanto achamos que a associação pode eventuamente desenvolver uma acção pedagógica ao seu nível.

Achamos que competirá necessáriamente à nova Direcção encontrar os meios e as formas de sensibilização da juventude relativamente aos aspectos que tenham interesse para a APCS isto, claro está, se estiver de acordo com esta visão do problema.

A AGIR de França, uma associação do tipo da APCS, que também está connosco na CESES, pode-nos servir de exemplo, pois que dispõe de um programa que leva “o conhecimento da empresa e das diversas profissões aos jovens das escolas, através da organização de visitas e o patrocínio de projectos no quadro escolar ou universitário”.

Achamos uma excelente idéia, se bem que com algumas dificuldades logísticas para ser posta em prática.

Outro exemplo são os EWB(Engenheiros sem Fronteiras) “procuram educar estudantes acerca do que é trabalhar em desenvolvimento, tendo em vista fortalecer o sector em si, e numa tentativa de mudar a atitude das gerações vindouras”. Tudo exemplos do que se tem feito nesta  área.

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