Peritos e formas de consultadoria

Como se sabe a APCS, Associação Portuguesa de Consultores Seniores, é uma organização não lucrativa de peritos voluntários que se encontram disponíveis para apoiar empresas ou instituições que não têm possibilidade de recorrer à consultadoria privada, por questões financeiras. De facto, os consultores da APCS podem de certa formaexercer um trabalho pouco dispendioso para aquelas entidades uma vez que, de uma forma geral, as unicas despesas que as mesmas têm que suportar são as deslocações dos consultores e a sua estadia, incluindo a alimentação, durante o tempo em que decorre a deslocação. Eventualmente, acresce o direito ao chamado “dinheiro de bolso“, que não é mais do que uma pequena verba diária dispensada pelo promotor do processo aos consultores, designadamente quando as distâncias dos locais onde decorre a acção é mito grande.

E foi desta forma que a APCS, aliás como muitas outras organizações congéneres, durante alguns anos enviou consultores seus associados a diversos Países do Leste, após a Queda do Muro de Berlim, e aqueles Países começaram a adoptar uma politica económica semelhante aquela que se encontrava nos Países ocidentais.

Nalguns Países como, por exemplo, o Reino Unido, em que as associações de voluntários são, de uma forma geral, muito acarinhadas e apoiadas pelos Governos, os funcionários publicos foram, a partir de determinada altura, autorizados a ser dispensados uns tantos dias no ano, para poderem exercer acções de voluntariado, não perdendo regalias nenhumas, uma vez que se tinha a ideia que essas acções contribuiam para aumentar a capacidade dos trabalhadores os quais, durante essas acções, eram confrontados com a necessidade de tomar determinadas decisões, o que aumentava a sua experiência e melhorava os seus conhecimentos.

Outras organizações do tipo da APCS vão mais longe e a sua actividade é considerada tão importante que todos os trabalhadores, de uma forma geral, podem inscrever-se nessas Associações, fazendo assim parte de uma bolsa de de consultores, aos quais aquelas organizações muitas vezes recorrem para determinadas missões no estrangeiro que, muitas vezes, até podem trazer alguns benefícios ao País de origem e até às respectivas empresas. isto, por exemplo, é o que se passa, por exemplo, na Alemanha com a SES, Senior Experten Service, que taçvez seja uma das mais poderosas organizações de Quadros Seniores de todo o Mundo.

Em Portugal, tirando uma ou outra empresa, particularmente as de grande envergadura como, por exemplo, a PT ou  EDP, onde cada trabalhador dispõe de um certo número de horas para dispender em voluntariado, por ano, normalmente em acções e programas levados a efeito pela própria empresa em parceria com outras organizações, mas sempre com o objectivo de promover no exterior, em última instância, a própria empresa.

A APCS, nos ultimos anos constatou ter grandes dificuldades com os seus próprios meios, isto é, com a sua bolsa de associados, dar resposta minimamente aos pedidos de apoio provenientes designadamente, com uma certa periodicidade, da CESES, Condefederation of European Senior Expert Service, e da SAFEA, State Administration of Foreign Experts Affairs, da China. Assim entendeu-se alargar o campo de recrutamento de consultores a outras entidades que eventualmente poderiam dispõr entre os seus próprios associados, de pessoas interessadas em participar nas acções desenvolvidas por aquelas duas organizações. Acresce que algumas destas acções já não se destinam unicamente a consultores seniores, como tradicionalmente são considerados na APCS, mas as pessoas interessadas, apesar do processo de consultoria ser o mesmo, a usufruirem de um salário dada a duração daquelas missões serem bastante maiores que as primeiras acções de consultadoria levadas a efeito pela APCS, conforme atrás se referiu.

Neste momento a APCS tem vindo a promover a constituição de uma bolsa de consultores de diversa especialidades, dada a facilidade que os actuais meios informáticos permitem hoje em dia. Muitos destes novos consultores talvez não tenham (não têm certamente) a experiência evidenciada peloa mais antigos consultores seniores da APCS, mas em contrapartida, com a experiência que têm podem evidentemente candidatar-se a determinadas missões, algumas destas com remunerações previstas pelas empresas que se propoem como objecto de consultadoria. As especialidades pretendidas são muito variadas, que dizer, não obedecem a um padrão, e muitas delas têm uma exigência de competência apreciável.

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