Energia Solar no Bangladesh

No início deste mês o Banco Mundial aprovou US $ 172 milhões em financiamento para instalar sistemas energia solar em Bangladesh. O dinheiro vai financiar 630 mil sistemas
domésticos de energia solar e outras energias renováveis, ​​mini-redes no país como parte do Projeto de Eletrificação Rural e Desenvolvimento de Energia Renovável (RERED), que foi criado em 2002 para aumentar o acesso à energia elétrica em áreas pobres e rurais do país. Um crédito semelhante foi emitido em 2009, e desde dezembro daquele ano mais de 300.000 sistemas de energia solar foram instalados.

De acordo com o comunicado de imprensa do Banco Mundial, apenas cerca de 30 por cento das famílias rurais em Bangladesh atualmente têm acesso a electricidade, deixando cerca de 16 milhões de famílias sem esse benefício.    Afim de promover tanto o desenvolvimento econômico como o social no país, o projeto pretende mudar esses números.

 “40 mil famílias rurais instalam o sistema de energia solar a cada mês, em média, situação esta que vai para  além de nossas expectativas originais”, disse o funcionário do Banco Mundial Zubair Sadeque, um líder de equipe RERED.

Esta noticia constitui um exemplo, entre muitos outros, da forma como se pode melhorar o modo de viver de muitas populaçoes desfavorecidas por esse mundo fora, com um gasto de dinheiro relativamente pequeno. Por exemplo, em Portugal, a EDP tem investido nas energias renovaveis com algum sucesso, embora para um Pais como o nosso em que o Sol brilha durante grande parte do ano, a energia solar ainda seja muito pouco utilizada. De qualquer maneira, existe tecnologia e conhecimentos que poderiam ser aplicados noutras partes do mundo, como Angola, Moçambique, etc.

A APCS, na devida altura procurou junto da EDP o estabelecimento de uma parceria de tal forma que se pudesse por um lado aproveitar a tecnologia da EDP e por outro lado os conhecimentos e o trabalho voluntario dos peritos da APCS, que prestariam consultadoria a um Projecto que consideramos altamente vantajoso, caso as autoridades daqueles paises africanos estivessem de acordo. A EDP na altura ficou de estudar o assunto e agendar uma reuniao tendo em vista o aprofundamento deste tipo de colaboraçao. No entanto, desde esse primeiro encontro o qual decorreu alguns meses atras ate hoje tal ideia de um Projecto ficou na gaveta, nunca percebemos o motivo. Mas continuamos a estar abertos a qualquer contacto da parte da EDP.

Estamos perfeitamente convencidos que o financiamento para um tal projecto, atendendo as caracteristicas, teria todo o apoio da sociedade civil bem como haveria certamente entidades dispostas a investir neste dominio. Temos pena que isso tenha sido impossivel concretizar-se, ate ao momento.

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