Empreendedorismo Social

Durante os últimos vinte anos demos conta de um nunca visto aumento do bem estar, com novas tecnologias  mudando o ambiente económico. Mas o certo é que a chamada globalização aumentou a divida entre ricos e pobres, criando a sensação de que alguma coisa tem de ser feita no sentido de estender os benefícios da economia global aos três biliões de pessoas –  ou seja metade da população mundial – que vive com menos de três dólares por dia.

Também a filantropia está a mudar muito rápidamente. Fundações tais como Gates, Google.org, Skoll, Rockfeller e Cisco estão a explorar, não só, a forma de interagir mais efectivamente com os mercados, como também levar a iniciativa e os recursos do sector privado a resolver problemas de ordem pública.

Desta vez debruçámo-nos sobre a forma de trabalhar da Acumen Fund, uma organização dedicada ao empreendedorismo social.

Assim, constituiram-se em diversos países, com problemas graves de pobreza, empresas de saúde, habitação, energia, água e agricultura.

Por um lado estas empresas com soluções engenhosas e por outro lado com programas de educação apropriados conseguiram melhorar substancialmente as condições de vida em diversas aldeias da India, Quenia, Paquistão e Tanzania.

Mas afinal o que é o empreendedorismo social? Vamos observar este video:

http://www.youtube.com/watch?v=jk5LI_WcosQ

 O empreendedorismo social refere-se aos trabalhos realizados pelo empreendedor social, pessoa que reconhece problemas sociais e tenta utilizar ferramentas empreendedoras para resolvê-los. Difere do empreendedorismo tradicional, pois tenta maximizar retornos sociais ao invés de maximizar o lucro.

De maneira mais ampla, o termo pode referir-se a qualquer iniciativa empreendedora feita com o intuito de abordar causas sociais e ambientais. Essa iniciativa pode ser com ou sem fins lucrativos, englobando tanto a criação de um centro de saúde com fins lucrativos em uma aldeia onde não exista nenhuma assistência à saúde, como a distribuição de remédios gratuitos para a população pobre.

Agora, os grandes financiadores não querem ser mais apenas doadores de dinheiro para as ONGs. Querem acompanhar de perto os resultados e ajudar a aumentar o impacto social dos empreendimentos.

Está, assim, a terminar, ao que parece, o ciclo do simples apoio das ONG’s.

 Os investimentos do Acumen Fund apoiam alguns dos negócios mais inovativos do mundo. Mesmo assim, caso consigam atingir os seus objectivos, isto é, 100 milhões de dólares de investimento, envolvendo 50 milhões de pessoas, mesmo assim este números não representam mais de 2% do mundo pobre.

Eles acreditam, contudo, que partilhando o que aprenderam com outros, alargam o impacto das suas acções a uma população muito superior àquela que hoje conseguem atingir, com experiências como a da  LifeSpring (maternidade e hospitais pediátricos), Jamii Bora (urbanizações para pobres), D.LightDesign (soluções de iluminação para as Famílias) ou Ecotact (soluções sanitárias de qualidade para urbanos pobres).

Em vez de caridade,  temos agora aqueles que defendem o desenvolvimento de negócios para gerir a pobreza. Será este o caminho certo?

Artigo PUBLICADO no apcsNEWS 63 de Maio de 2010

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