As visitas técnicas e os seniores

Todos nós ao longo da nossa vida de trabalho tivemos oportunidade de visitar, por motivos profissionais, ou certas instalações fabris, no caso de alguns, ou determinado tipo de equipamento que pela sua forma inovadora merece uma atenção priveligiada, no caso de outros, ou ainda organizações que apresentam novos processos de fabrico e controle de um produto tradicional, ainda para outros, e por aí fora.

A actualização de conhecimentos que se conseguia com este tipo de visitas, se bem aproveitadas, eram muito importantes pois que, mesmo que não tivessem aplicação imediata no nosso trabalho, permitiam fazer uma importante avaliação da técnica, do que melhor se fazia na altura, e podia portanto, ser dado um enquadramento muitas vezes diferente para atender determinados problemas que se colocavam no dia a dia de cada um e para os quais não se encontravam muitas vezes, com facilidade, soluções adequadas.

Aos consultores ou peritos seniores hoje em dia apesar de muitos estarem já hoje reformados ou a caminho da reforma, não estão de forma alguma retirados da vida activa. Por isso se fizeram associados da APCS e contam com a nossa Associação para esse efeito.

Vem tudo isto a propósito de uma visita que recentemente houve oportunidade de fazer a uma Instituição de importância mundial, sediada no nosso País, a Fundação Champalimaud.

Para além dos aspectos que têm a ver com o edifício em si, ou seja, com a sua arquitectura, em geral, constata-se que algumas soluções que foram encontradas pelo autor do projecto (com origem na antiga India Portuguesa) são muito originais e extremamente inovadores. De facto todo o Edifício Principal gira à volta de um grande jardim coberto interior, de forma rectangular, no qual um dos lados do rectangulo é constituido por uma parede voltada para o Rio Tejo, com grandes aberturas que permitem exactamente ter uma visão da natureza circundante. O objectivo desta disposição tem a ver com uma das finalidades previstas para a Fundação, a descoberta da cura de determinados cancros, tarefa esta que penetra no desconhecido, tal como, por analogia, os antigos marinheiros portugueses que partiram do Rio Tejo, na descoberta de outros mundos também, de certo modo enfrentavam o desconhecido. Outra das inovações que encontrámos foi a da sala destinada ao tratamento de doentes oncológicos, cuja organização do espaço foi preparada de tal modo que qualquer indivíduo em tratamento radioterápico, tem como visão um jardim todo verdejante, também destinado aos próprios doentes poderem usufruir daquele espaço antes ou depois de cada tratamento,transmitindo deste modo uma atmosfera calma envolventer, com o objectivo de combater o stress desd, já por si provocado pela doença e também por todo o aparato do equipamento, por muito sofisticado que o mesmo seja, que é o caso.

O grande Laboratório encontra-se no 1º andar, disposto em redor do Jardim Coberto.  Trata-se de uma ampla área, totalmente aberta (open space), composta por uma série de bancadas colocadas transversalmente, e onde os cientistas têm possibilidade de se encontrarem, trocar ideias, acompanhar os estudos de uns e outros, etc.. É de salientar que estes cientistas dispoem, contudo,  dos seus próprios locais de trabalho pessoais, os quais, curiosamente, se encontram organizados em altura, dando para corredores que a eles dão acesso permitindo, deste modo, que hajavisibilidade perfeita entre uns e outros quer ao nível das salas inferiores quer ao nível das salas superiores. Aliás, conforme foi refrido durante a visita o arquitecto, autor do projecto, teve como objectivo o não estabelecimento de salas escondidas umas das outras, mas a possibilidade de umavisibilidade total entre todos. Inclusivamente existem pequenos espaços de ondea onde com cadeiras e mesas dedicadas aos encontros entre os utentes dosserviços.

Finalmente, e já noutro edifício há a realçar o anfiteatro, uma sala para congressos ou outros eventos com uma belissima localização a qual permite observar totalmente o exterior, designadamente o Rio, a outra banda e a Torre de Belém.

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