APCS – Porque vale a pena!

Entrevista a um consultor/perito da SES

A APCS, Associação Portuguesa de Consultores Seniores, está a atravessar um período dificil tal como, aliás, muitas organizações congéneres por essa Europa fora e em geral em todo o Mundo.

Entre os associados da APCS sabemos que se verifica uma grande desmotivação, o que é absolutamente compreensível, dado que a APCS existe precisamente para que os seus associados possam ocupar uma parte do seu tempo disponível para a realização de missões em Portugal ou no estrangeiro. Tem sido dificil, designadamente nos ultimos anos, cumprir com este objectivo, mas devemos debruçarmo-nos um pouco acerca dos motivos que estão na origem desta situação e interrogarmo-nos se será mesmo assim. Como acabaremos por ver adiante, pensamos que teremos de concluir que as condições da época actual se alteraram substancialmente em relação ao que se passava alguns anos atrás. De facto, verdadeiramente, não podemos dizer que faltam projectos.

Em Portugal, por exemplo, tivemos e ainda temos alguns consultores da APCS a trabalhar com a ENTRAJUDA, como é do conhecimento geral. A ENTRAJUDA poderia constituir, aliás, uma grande fonte de angariação de projectos, nomeadamente o apoio a organismos e instituições que fazem parte da esfera de acção daquela organização. Contudo, subsistiu sempre um desacordo de principio quanto à forma de levar a cabo o apoio pretendido. A ENTRAJUDA, de facto, nunca quiz compreender que as deslocações dos consultores da APCS teriam que ser, em princípio, pagas desde que a distância o justificasse. Não, de facto a ENTRAJUDA sempre considerou que isso constituiria uma oferta do consultor à entidade à qual se prestava o apoio. Ora a APCS não pode aceitar estas condições de princípio, a não ser que os consultores pretendessem prestar essa dádiva, a titulo meramente pessoal.

Relativamente a missões no estrangeiro a APCS, como todos têm conhecimento, tem duas fontes de angariação de projectos. Por um lado temos a CESES, Confederation of European Senior Experts Service, que agora, embora de uma forma mais limitada, nos envia com uma certa periodicidade, propostas para missões em diversas partes do Mundo.

A APCS quando foi criada, em 1989, teve como primeiro objectivo inserir-se no movimento que se intensificava na altura de muitas associações de quadros seniores, reformados ou não, que existiam por esse mundo fora, os quais pretendiam alargar a sua acção. Na Europa, as associações de quadros seniores na altura em exercício, face aos acontecimentos politicos que se estavam a registar mesmo junto às suas fronteiras, aperceberam-se que isso poderia constituir uma oportunidade e avaçaram para a criação de uma organização coordenadora que nos dias de hoje é a CESES.

Por outro lado temos na China a SAFEA, State Administration of Foreign Experts Affairs, que pelo menos anualmente convida um representante da APCS a estar presente ao CIEP, Conference on International Exchange of Professionals, certame este onde, de uma forma geral, se torna possível angariar muitos projectos a desenvolver na própria China.

Este evento, que tem muitos anos de existência não é mais do que uma enorme feira com características inéditas, onde se encontram expositores de talentos, consultores, investigadores, etc. de toda a parte do mundo, aos quais os cidadãos, instituições, empresas, e de uma maneira geral todas as entidades ligadas às actividades econômicas da China, podem recorrer, na tentativa de resolução de problemas específicos que se colocam no seu dia a dia, tendo em vista o cumprimento de determinados objectivos dos respectivos empreendimentos.

Assim, o mercado, tem à sua disposição uma série de entidades que, concorrendo umas com as outras podem apresentar-se como futuros agentes de aconselhamento a custos muito reduzidos. É portanto nesta fase que intervêm as organizações  seniores.

O grande problema é que tanto relativamente à CESES como à SAFEA, os projectos para missões são voltados para a actualidade, o que obriga a um nível de competências de ponta,para os quais a APCS não está ainda preparada e tem grande dificuldade de dar resposta, mesmo recorrendo quando se torna necessário a Consultores e Peritos estranhos à própria APCS (isto é, que não são associados).

Neste momento a APCS não tem de facto, infelizmente, alternativas que se integrem dentro do tipo de competências e capacidades disponíveis para apresentar aos nossos associados. Mas todos conhecem os esforços que têm sido desenvolvidos nesse sentido.

Contudo tem-se verificado com a experiência que vai sendo adquirida que são cada vez mais os candidatos provenientes do exterior, designadamente pertencentes a Ordens, Universidades, etc., os quais se têm proposto a intervir em missões e projectos angariados pela APCS. Mesmo assim, muitos deles, dada a sua pouca experiência e juventude não constituem verdadeiras alternativas aos consultores seniores. No entanto, basta a sua presença contínua nas propostas que a APCS tem vindo a divulgar para afirmar sem sombra de dúvida que, apesar das suas dificuldades, a APCS vale a pena.

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